Verdade ou conseqüência?
Escolhas fragmentadas nas mãos de pesadas baixas na batalha travada do tempo, admirando aqueles com o poder nas mãos suadas do vento que levam sem antes perguntar, ambos os lados da moeda decidem não importando a intenção das cartas embaralhadas.
O senhor dizia com sabias palavras, senhor corajoso aquele amante das conseqüências. A mulher que ao sentir-se velha olha para o passado, para todos os momentos, pesando e repensando sua trajetória, lembrando daquele homem com alma de menino que nunca via à hora do seu amadurecimento chegar, talvez, se a conversa dos dois tivesse se prolongado o fim da história tivesse sido outro, mas não sabemos, sorte nossa não saber, conseqüências trágicas são destinadas aqueles que vislumbram além do horizonte, amaldiçoada são as almas dos oráculos que podem admitir ter vivido uma vida mais regrada.
Experiências testadas e reprovadas pelo espaço das decisões tomadas pelo mais alto escalão da consciência exaltada, pela lembrança de fatos e atos, sentindo sua alma esvaecer por algo que nem existiu, a memória em termos nostálgicos, sem poder de persuadir novos espíritos engajados na cobrança de mudança. Inerente é e será, a cada tentativa, a concepção de tempo posta às tentativas desmedidas banhadas na desilusão das almas reclusas e confusas, existe por admitir falhas na dor das conseqüências da jovem imaturidade, interpretada por velhos hábitos de objetivos, o alcance em proporções distintas de uma solidão sufocante, aos olhos de quem passa, assiste e não se importa, batendo em retirada as tropas ressentidas ou abatidas, e aqueles que morreram em batalha encontram-se lado a lado em reunião, decidindo sobre o que ele sempre soube.
Não importa mais, e mesmo se importasse você não saberia por onde começar, de ponta a ponta ou de lado a lado? Correndo em círculos o destino chega, inerte ao vértice das mágoas, vozes sempre dizem mais e mais, a cada instante que se movimentam. Fumando seu cigarro e escrevendo histórias, tão equivocadas quanto a sua triste companheira, que sussurra mais do que os presentes ele pensa ver, a diferença é que a voz dela ecoa com mais precisão aos nossos ouvidos, talvez a nostalgia venha dessa voz, mas atualmente ele nem acredita mais nessa história, esse ouvinte ora cego, ora sonolento, passa essa imagem deficiente e eficiente, por achar que dela se protege e nela constrói barreiras intransponíveis ao leitor indignado.
O papel é agora do ausente doutor destinado a trazer-lhe a noticia ruim, o quadro se agravou em pouco tempo, restando um curto fôlego para o espírito desbravador da sua mente impaciente, olhando para a ilusão da imagem do seu grande esplendor, sua grande obra, lamenta ser só uma visão e não a sensação, pois seria o momento exato de tocá-la, talvez até reanimá-la, tudo que restará é o peso do quarto e a sensação sufocante e singular que a multidão do quarto irá proporcionar.